Acordámos bem cedo para apanhar o comboio para Zagreb. Pelo facto da Hungria ficar tão para leste, o sol nasce cedíssimo, por isso, às 5 e poucos já este raiava e as ruas já tinham movimento.
Chegados ao comboio, pouco cheio (yes!) refastelámo-nos nos bancos e aproveitámos para descansar e pôr a leitura e a escrita em dia.
Zagreb nunca esteve nos nossos planos, mas quando alterámos os dias na Croácia, ficámos com cerca de um dia para visitar a cidade. E ainda bem!
Ficámos bastante surpreendidos pela arquitectura, e os prédios pitorescos de cores diferentes, as ruas largas e limpas e a igreja com telhado de azulejos multicolores. Outra coisa interessante sobre esta capital, na realidade pareceu-nos demasiado pequena, vazia e querida, para uma

capital, foi o tempo. Quando chegámos estava um calor enorme, o maior que tínhamos apanhado até então. Porém, por volta das 6 da tarde, instalou-se um vento e nuvens negras cobriram o céu. Pouco tempo depois chovia a potes e até trovejava. A sorte é que estávamos já quase no
fim da visita à cidade, a chear à estação. Aí ficaríamos o resto do tempo, a ver as horas passarem quase até ao comboio nocturno para Split.
A vida tem destas coisas e no único dia quem comprei uma cerveja de propósito para beber num tempo quente, ficou frio! Teria de a beber mais tarde no comboio.
Esperámos um bom tempo na estação, escutando a chuva e os trovões enormes lá fora. Havia personagens estranhas deambulando pela estação, incluindo um pseudo-latino engatatão a fazer-se a uma miúda de 15 anos. Yucky!
Como o comboio não tinha reservas, apressámo-nos mesmo à tugas para apanharmos uma cabine só para nós. Amontoámos as malas todas para fingir que éramos muito e lá conseguimos ficar numa cabine

de seis só nós os 3. Enquanto elas dormiam lá bebi o meu meio litro de cerveja croata, já nada fresca. Resultado: dormi mesmo bem e só acordei no dia seguinte com o revisor a avisar-nos para sair. Tínhamos chegado! (e já não chovia!)

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