domingo, 7 de novembro de 2010

Dia 3 de Agosto de 2010

Budapeste - Zagreb - Split

Acordámos bem cedo para apanhar o comboio para Zagreb. Pelo facto da Hungria ficar tão para leste, o sol nasce cedíssimo, por isso, às 5 e poucos já este raiava e as ruas já tinham movimento.
Chegados ao comboio, pouco cheio (yes!) refastelámo-nos nos bancos e aproveitámos para descansar e pôr a leitura e a escrita em dia.
Zagreb nunca esteve nos nossos planos, mas quando alterámos os dias na Croácia, ficámos com cerca de um dia para visitar a cidade. E ainda bem!
Ficámos bastante surpreendidos pela arquitectura, e os prédios pitorescos de cores diferentes, as ruas largas e limpas e a igreja com telhado de azulejos multicolores. Outra coisa interessante sobre esta capital, na realidade pareceu-nos demasiado pequena, vazia e querida, para uma
capital, foi o tempo. Quando chegámos estava um calor enorme, o maior que tínhamos apanhado até então. Porém, por volta das 6 da tarde, instalou-se um vento e nuvens negras cobriram o céu. Pouco tempo depois chovia a potes e até trovejava. A sorte é que estávamos já quase no
fim da visita à cidade, a chear à estação. Aí ficaríamos o resto do tempo, a ver as horas passarem quase até ao comboio nocturno para Split.
A vida tem destas coisas e no único dia quem comprei uma cerveja de propósito para beber num tempo quente, ficou frio! Teria de a beber mais tarde no comboio.
Esperámos um bom tempo na estação, escutando a chuva e os trovões enormes lá fora. Havia personagens estranhas deambulando pela estação, incluindo um pseudo-latino engatatão a fazer-se a uma miúda de 15 anos. Yucky!
Como o comboio não tinha reservas, apressámo-nos mesmo à tugas para apanharmos uma cabine só para nós. Amontoámos as malas todas para fingir que éramos muito e lá conseguimos ficar numa cabine
de seis só nós os 3. Enquanto elas dormiam lá bebi o meu meio litro de cerveja croata, já nada fresca. Resultado: dormi mesmo bem e só acordei no dia seguinte com o revisor a avisar-nos para sair. Tínhamos chegado! (e já não chovia!)

Dia 2 de Agosto de 2010

Budapeste

Depois de uma noite mal dormida devido ao roncar do "Shrek", acordámos por volta das 8h45 e tomámos o pequeno-almoço no pátio do hostel. Quando vimos 2 pessoas a entrar lá com o pequeno-almoço do hostel apeteceu-nos a todos ter pedido o pequeno-almoço lá: eles tinham um prato cheio de ovos mexidos e um pão enorme! Depois disso fomos a pé até à estação de Keleti para confirmar horários e reservas dos comboios para a Croácia. Como ainda tínhamos algumas horas do passe para o metro fomos até à parte Buda de metro.
Quando saímos na estação sabíamos que tínhamos que apanhar um autocarro, mas não sabíamos onde era então fomos perguntar a um motorista que nos apontou o sítio. Sem termos pe
rcebido muito bem onde era íamos dirigir-nos par
a lá, quando um senhor na paragem do autocarro nos perguntou para onde íamos e nos deu um monte de indicações: apanhar o autocarro e sair na última parage
m.
Apanhámos o autocarro, mas saímos na paragem em que saiu mais gente, mas não era a última e íamos ter que andar um bocadinho. Então em vez disso voltámos a apanhar o autocarro no mesmo s
ítio e sair só na última,... mas o autocarro passou o sítio em que queríamos sair e nunca mais parava! Quando finalmente saímos tivemos que subir o caminho todo até voltarmos ao Castle District!



Depois de visitarmos todo o Castle District, eu ter comido 2 gelados :D e a Alexandra e o Gordo terem ido ver a Mathias Church por dentro enquanto fiquei sentada à sombra, fomos almoçar no Burguer King: eu e a Alexandra comemos as sandes levadas de casa.
Decididos a não comprar um novo passe de metro (para poupar dinheiro para mais gelados? :P) fomos a pé até à Ilha Margaret, no meio do Danúbio. Há tempos com desejo de Calippo, a Alexandra e o Gordo compraram um cada um e eu depois também fui comprar e sentámo-nos ao pé de uma fonte que jorrava água em sintonia com a música clássica que passava nas colunas. Ficámos aí o resto da tarde a conversas, ouvir a música, dormir e "ver as gentes".
De volta ao hostel, sempre a pé, pousámos as coisas e fomos ao cybercafé procur
ar e marcar hostels em Split, mas só havia hostels demasiado caros e como a rapariga da recepção do hostel tinha dito que em Split havia sempre pessoas à porta do comboio a dizer "Acomodation! Acomodation!" decidimos não marcar.
Voltámos para o hostel, jantámos no pátio e às 22h fomos para o quarto porque o pátio fechava. Fizemos as malas e deitámo-nos, na esperança que nessa noite o Shrek não roncasse tanto! O Shrek não fez barulho!... Mas o Gordo e a Alexandra acordaram de noite com pessoas a chegar e abrir e fechar armários. Eu estava tão cansada que só acordei no outro dia de manhã!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dia 1 de Agosto de 2010

Budapeste

Após a noite muito bem dormida (ou não!) chegámos a Budapeste, capital da Hungria. Saídos do comboio rumámos para uma casa de câmbio para trocar os nossos preciosos euros por forints (e fomos bem enganados, que com a treta das taxas ficámos com menos €10). O próximo objectivo era confirmar os comboios para Zagreb e encontrar um hostel, ou melhor, chegar ao hostel que, presumivelmente, tínhamos marcado. Depois de comprarmos os bilhetes de 24h para os transportes de Budapeste, fomos à descoberta do metro (deveras organizado, diga-se de passagem) e lá fomos ter ao Hostel Mandala, o tal da reserva. No entanto, ao chegar lá, descobrimos que a reserva não tinha sido feita com sucesso e, além disso, eles tavam cheios! "Bolas!"...Mas os responsáves pelo Mandala foram extremamente simpáticos e, além de nos darem um mapa, deixaram-nos utlizar a internet deles para procurarmos outro hostel. Depois de algumas voltas com as malas às costas, chegamos então ao MarcoPolo Hostel, que tinha dormitórios a €15/noite, com cacifos e tudo!:P Decidimos ficar e acho que foi uma boa escolha!:)

Depois de arrumar as coisas e trocar de roupa, fomos ter com três amigas nossas da FMV (Maggie, Rita e Lúcia) a uma feira junto à Chain Bridge, onde havia música tradicional e comidinha típica, da qual provámos testículos de galo, frango com cogumelos e batata com cebola, os três muito saborosos!:)

Terminado o almoço (e foi tão bom ver caras conhecidas numa cidade distante!:) ) fomos visitar a parte Peste de Budapeste, passando pela margem do Danúbio, com os "Shoes of Danube", uma homenagem às vítimas do holocausto, o Parlamento, relativamente parecido com o Parlamento Inglês, a igreja de St. Stephans, a Ópera, uma série de museus (mas só por fora!:P), a rua principal Andrássy, a Heroe´s Square, tão ampla, O parque da cidade, com lagos, patos e um castelo do tipo contos de fada...À noite fomos à Synagogue e voltámos à Chain Bridge para vermos a cidade à noite, iluminada e esplendorosa, num caloroso convite a voltar là vezes sem conta! Um bocado cansados da noite anterior, bastante atribulada, mais a visita a toda a parte Peste (ah, e quase me esquecia do metro mais antigo da Europa, a linha amarela, com músicas estilo jogos de computador antigos!), voltámos para o hostel, para a bem merecida soneca, de novo numa confortável cama.

Dormimos, dormimos, dormimos...até que o Shrek nos acordou com roncos estrondosos e assustadores. Era grande, mas não era verde...Acordou toda a gente e ninguém o conseguia calar! Maldito!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia 31 de Julho de 2010

Milão - Veneza - Budapeste

Saímos de manhãzinha do nosso hostel maravilhoso, despedimo-nos da recepcionista fantasma 24h/dia, e rumámos à estação de Milão. Próxima paragem: Veneza.
No metro encontrámos um suposto Pai Natal, um velhote querido com barbas enormes que a Carol adorou e nos disse "Good morning girls and boy", seguido dum "qualquer coisa... square" e uma piscadela de olho quando saímos da estação. A estação de comboios era muito arranjada, altíssima e toda em pedra clara trabalhada (recheada de posters da Disney).
Apanhámos o comboio e... puff demos finalmente início a um dia hilariante cujo nome devia ser "multiculturalidade".
Chegámos a Veneza a partir de Mestre e a paisagem era logo deslumbrante, porções enormes de água a rodear as ilhas, ao fundo, os pináculos das torres. Assim que descemos do comboio tivemos a certeza de que Veneza, quando foi construída, foi-o sem dúvida com a intenção de criar uma atracção turística inigualável. Que outra explicação dar? Quem iria construir uma cidade sobre pântanos? Por isso, quando saímos do comboio vimos as centenas e os milhares de turistas que se acumulavam na estação. Fomos deixar primeiro as malas no depósito de bagagens (a fila para lá assustou-nos um bocado, mas depois até foi relativamente rápido). Desta vez fui eu a dar o meu documento identificativo (o da Alexandra já tinha sido copiado em Como e era por isso agora a minha vez).
A saída da estação era deslumbrante, um enorme canal, recheado de turistas, prédios típicos de Veneza e aquela atmosfera e sentimento de estarmos numa das cidades mais peculiares do Mundo.
Como não tínhamos mapa, vimos um assim de relance na estação e deixámo-nos perder pelas ruelas, tentando nunca perder de vista as direcções "Per Rialto" ou "Piazza S. Marco".
A razão porque este dia se devia chamar multiculturalidade é pela natureza caricata dos turistas dos vários países. É estranho, mas os estereótipos que se criam são verdade absoluta para mais de 80% dos casos. Os turistas europeus dos países mais a norte são altos, loiros, sempre com brutos escaldões, calças caqui e chinelos com meias brancas. Os islamitas são facilmente reconhecidos pela típica estrutura familiar, o pai gordinho, a mãe e os filhos ou pelas malas enormes e luxuosas que muitas vezes trazem...Falaremos deste tema mais adiante porque há coisas que têm de ser contadas onde aconteceram.
Perdemo-nos várias vezes, mas cada rua era uma fotografia com contraste de água suja, os edifícios avermelhados, as flores nas janelas e os gondoleiros nos canais. Era magnífico.
Demoramo-nos um pouco demais. À medida que nos aproximávamos do centro apareciam cada vez mais pessoas e a beleza dos edifícios era esquecida pela fome que apertava e só queríamos por isso chegar à Praça de S. Marco e comer a bela pizza que sobrara de Milão.
Por fim, lá estava ela! Bela como eu me lembrava, mas foi uma pena ter tantas cosias em obras - parte da catedral, parte do palácio ducal, e ainda um palco para espectáculos no centro da Praça que cortava um pouco a vista.
Avançámos pelo meio da multidão e admirámos rapidamente os edifícios até nos sentarmos nas escadas do palácio ducal, entre dois cafés, a saborear a pizza.
Constatámos no fim que era proibido sentar-se e comer nos degraus, mas tal como nós, milhares de pessoas o faziam.Terminámos a refeição e fomos ver melhor a catedral (Veneza devia estar particularmente pesada naquele dia porque a água saía dos esgotos e encheu a frente da catedral toda), observámos a ponte dos suspiros e pensámos "porque não andar de Gôndola?"
Fomos perguntar o preço a um grupo de gondoleiros que por ali se encontrava a conversar e tivemos a bela quantia de €120 por gôndola. Claro que não fomos! Tínhamos como limite €15 por pessoa! O mais engraçado foi termos recusado o passeio e logo a seguir vir outro gondoleiro oferecer €100. Também não. Não acreditámos que era possível, mas um 3º gondoleiro veio falar connosco! Desta vez oferecia €90, mas ainda era demais. Eu sugeri €10, mas ele não achou muita piada e virou costas. O que nos rimos!Voltámos a sentar-nos na Praça de S. Marco, agora na parte de trás, a descansar mais um pouco e tivemos mais um aperitivo de multiculturalidade.
Os turistas do extremo Oriente são frenéticos! Não sei se é pelo estilo de vida super disciplinado deles, mas parece que nunca conseguem relaxar. Apareceu um grupo, cheio de máquinas fotográficas, e repleto de interesse pelos pombos da praça. Perguntámo-nos se na Ásia eles não existiriam. O mais hilariante foi a guia ter chegado e separado o grupo em cerca de 5 grupos mais pequenos. Pareceu-nos ... que era para o passeio de gôndola. Depois de tanto trabalho a organizar os grupinhos, uma 2ª excursão de orientais aparece a dirigir-se para as gôndolas. As guias da 1ª excursão incitaram pelos seus turistas e começaram a correr para lá chegarem primeiro.
Claro que se desfizeram os grupinhos todos, claro que as 2 excursões se misturaram e claro que nos fartámos de rir!
A tarde foi passada à beira dos canais, a comer gelados (melão, limão e pistachio), óptimos por sinal.Regressados à estação fomos buscar as malas (tudo direitinho) e ficámos nas escadas da estação a ver o entardecer.
Embarcámos para Budapeste por volta das nove. E se achávamos que não íamos ver nenhum português estávamos muito enganados. Mas primeiro o comboio. Via-se logo que estávamos a ir para a Europa mais leste. O comboio era mais antigo, as cadeiras forradas com tecido exuberante, carpetes no tecto! (Sim!) e cadeiras não muito propícias para dormir.
Assim que nos sentámos, 3 cadeiras dum grupo de 4, surgiram 2 portugueses de Lisboa, meio perdidos porque não tinham feito reserva e tinham-lhes dito que o comboio estava cheio. Eles lá arriscaram e só tiveram que pagar depois a reserva, ficaram foi em pé até Ljubljana, onde saíram. Foi também aqui que saiu outro grupo de portugueses, em que uma das raparigas conhecia o Rui da nossa faculdade, o Mundo é mesmo muito pequeno! Também em Ljubljana entrou um 3º grupo de portugueses do Norte que iam também para Budapeste.

A viagem foi cheia de peripécias:
- turistas húngaros abismados com o facto de a Alexandra estar a comer atum no comboio
- rapazes de interrail a cozinhar massa na casa de banho
- grupo de espanhóis que falava super alto
- o mafioso italiano que estava sentado mesmo ao lado da Alexandra
- a quantidade de vezes que nos pediram os passaportes quando passávamos a fronteira Itália - Eslovénia - Croácia - Hungria.
Havia uma estranheza no ar. A língua era diferente, as pessoas eram diferentes,... Estávamos sem dúvida a rumar para leste, para o ponto mais longe de Lisboa em que iríamos estar. Novo dia, novo país, nova cultura.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dia 30 de Julho de 2010

Milão - Como - Milão

Depois de termos descoberto no dia anterior que havia metro perto do hostel, decidimos ir assim até à estação na Porta Garibaldi para irmos de lá para Como. Acordámos às 7h50 e às 8h30 estávamos a sair do hostel. Era suposto termos pago os quartos nessa manhã, mas não estava ninguém na recepção... (Não era suposto estar sempre lá alguém?) Chegámos ao metro e percebemos que aquilo afinal não tinha muito de metro... Era uma 2ª linha subterrânea que tinha vários comboios com direcções diferentes. Depois de perceber o funcionamento daquilo, chegámos à linha e ficámos à espera do "metro". Era um comboio/metro com 2 andare
s. Chegámos à Porta Garibaldi e demos logo com a estação, mas ainda não estava lá o comboio nem indicada a linha em que o comboio ia partir. Ficámos à espera e depois apanhámos o comboio que ia quase vazio. Depois de nos apercebermos que estávamos na última carruagem onde as portas abriam fora da plataforma e de abraços na carruagem entre mim e a Alexandra que quase acabavam connosco a rebolar no comboio, chegámos a Como.
Pensava que a estação de San Giovani, onde chegámos, era mais longe do centro, mas afinal foram só un 5/10 minutos a pé e chegámos ao Templo de Volta. Demos uma volta por aquela zona e depois fomos para a parte onde estavam os barcos que faziam passeios pelo Lago di Como. Ao ir para a zona dos barcos, passámos por uma banquinha que tinha uma espécie de gaivotas em forma de carro para alugar. Claro que depois de comparado com o preço do passeio de barco nos ficámos pela gaivota que era mesmo uma "parvoíce" ao nosso estilo. Durante meia hora, o Gordo pedalou, a Alexandra pedalou e conduziu e eu fiquei no banco de trás a tirar fotos. Cada vez que passava um barco havia ondas e ficávamos a ver se a gaivota não se virava, e ainda tivemos que fugir do barco de recolha do lixo do lago.
Depois do passeio no lago fomos até ao Duomo di Como e sentámo-nos à sombra a almoçar e a ver os pombos devorar os bocados de salsicha que caíram do meu pão. Tirámos fotos ao Duomo e fomos para o funicular que ia até Brunate para ver a vista, mas como o nosso passe de transportes de Milão não funcionava ali decidimos não subir e voltámos para Milão.
Chegados à Porta Garibaldi aproveitámos para visitar o Cimitero Monumentale que era mesmo ali ao pé. Não encontrámos a campa de ninguém famoso (o Isaac Newton deve ter fugido...), mas o cemitério era enorme e cheio de esculturas e jazigos enormes.
Voltámos para o hostel porque de manhã tínhamos deixado um papel a dizer que voltávamos à tarde para pagar os quartos, mas... Surpresa! Não estava lá ninguém. A única pessoa lá era o rapaz argentino que estava no quarto connosco, a dormir.
Pousámos as coisas e descansámos um bocadinho e entretanto chegou um homem que perguntou se éramos nós que íamos pagar.
Depois de pagarmos, perguntámos se podíamos usar a Internet e ele disse que sim, quando ele voltasse do supermercado, mas depois de perguntarmos se ele ia demorar muito e dizer que ficávamos à espera ele deu-nos a chave da "recepção" e disse para depois de usarmos pormos numa gaveta na entrada. Marcámos (ou tentámos) o hostel na Hungria e mandámos e-mail a toda a gente. Entretanto, nesse espaço de tempo ficámos nós a "tomar conta" do hostel porque o argentino saiu e estávamos sozinhos com a chave da recepção :P
Saímos para jantar uma "comida típica" e acabámos numa pizzaria que vendia pizza à fatia. Como achámos uma fatia pouco pedimos uma fatia grande, mas acabámos por trazer cada um metade da pizza para casa.
Voltámos de metro até ao hostel e pelo caminho desde o metro até ao hostel fomos procurando multibancos para eu levantar dinheiro. Quando encontrámos um, pus o cartão e depois apareceu no ecran uma frase a dizer para esperar... Começou o stress... O ecran ficou assim talvez uns 2 minutos! até que finalmente apareceu o menu e eu já não fiz mais nada, só queria o cartão de volta!
Chegámos ao hostel e estava uma rapariga nova no quarto, uma polaca (e claro que não havia ninguém na recepção!)
Arranjámos as coisas para o dia seguinte, a Alexandra tomou banho e fomos dormir.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dia 29 de Julho de 2010

Lyon-Milano

Dormimos, dormimos e dormimos, mas acordámos a tempo das 6h44, hora de chegada a Lyon...
Como planeado, dirigimo-nos às bilheteiras da estação e comprámos os nossos bilhetes para Milão para dia 30 de Julho de 2010. Sem problemas, tudo OK! Fomos, então, para casa da prima Inês, tomámos um banho e fomos visitar Lyon... Ou então não foi nada disto!

TAN! Chegámos à bilheteira e todos os bilhetes para Milão, no dia seguinte, estavam esgotados. Saímos da fila, sempre com as malas atrás, e fomos pensar em planos alternativos... Pensou-se em Milão mas noutro dia, Paris, Munique... OK, muitas alternativas, alguma havia de dar! Fomos outra vez para a fila (ah, mas para outra, porque o sr da estação que nos tinha dado informações a primeira vez, da segunda recambiou-nos para outro local). Pedimos à sra bilhetes para Munique, mas estava cheio até Domingo; para Paris, nada! FULL, FULL, FULL! "How can we leave Lyon?" "FULL! You can't!"
Meio embasbacados lá saímos da fila novamente (depois de um "Good luck" do género "já arderam!") até que o Diogo se lembrou de irmos nesse mesmo dia para Milão... Pela 3ª vez, lá foi ele para a fila perguntar se havia lugares! Não havia para Milão mas podíamos ir para Geneve, depois para Zurique e depois para Munique. Ok, fomos outra vez para a fila comprar os bilhetes. Conseguimos!! E bilhetes sem suplementos, yeah! No entanto, ainda faltava tanto tempo que decidimos ir procurar um lugar com internet para vermos hostels em Munique e para avisarmos a Inês que não íamos ficar lá em casa. Acabámos no shopping de Lyon, sem net, com casas de banho pagas (e fechadas) e a preparar comida. Mas antes disso, como me pude esquecer? Conhecemos a Isaura, a nossa Isaurinha! Fomos confirmar os nossos bilhetes para Geneve/Zurique/Munique e a Carol, com o seu francês fluente, lá perguntou à Isaura se falava inglês (Não!)... A D. Isaura falava espanhol, italiano e francês... Optámos por comunicar em espanhol, mas acabámos a falar português com a Isaurinha de Guimarães que nos avisou que a linha para Geneve estava em obras e a viagem era feita por autocarro. A sra Isaura, como boa portuguesa, disponibilizou-se para ir connosco até ao autocarro, para nos arranjar lugares (porque não havia lugares marcados). Pronto, voltamos ao shopping! Basicamente foi isso que vimos em Lyon! :P
Acompanhados pela D. Isaura, entrámos no autocarro (ultrapassámos umas quantas pessoas!) e fomos rumo a Geneve. Apesar de ter passado grande parte da viagem a dormir, acordaram-me a tempo de apreciar a bela paisagem das montanhas entre França e Suíça! Zonas verdes, resplandecentes e tranquilas, em plena harmonia com rios e riachos que se entrecruzavam entre os dois países! A alteração de planos valeu a pena só pela paisagem!
Geneve pareceu uma cidade engraçada, com algumas lojas portuguesas, como a bijuteria Portugal, o restaurante Zé do Pipo e a Caixa Geral de Depósitos! Estávamos quase em casa! :)
Na estação de comboios, decidimos tentar a sorte e ver se existia um comboio para Milão. Sim!! E quase a partir! Pagámos os €15 de suplemento e fomos para o comboio ("Gordo, anda mais rápido!"). Instalados no comboio XPTO, que valeu bem o suplemento, iniciámos a trip para Itália, acompanhada por paisagens que não ficavam muito atrás das da viagem Lyon-Geneve! A viagem correu calmamente e sem grandes precalços (um "problema técnico" de minutos, que coincidiu com o Gordo na casa de banho! Aposto que carregou onde não devia! :P)
Em Milão a estação era enorme, com paredes e tectos trabalhados, cheia de gente e movimento. Era uma estação que convidava a uma cidade, pensávamos nós, também ela limpa e toda ela animada. Com os nossos bilhetes de 48h de metro partimos em busca de um hotel/hostel. Dirigimo-nos à primeira escolha, mas o aspecto não previa o que vinha a seguir! A sra não falava muito inglês e quanto perguntámos o preço, visto que não tínhamos reserva, a resposta foi: "one hundred and twenty for night"... O Gordo ainda tentou repetir o preço em italiano, inglês e por mímica, preço este que foi sempre confirmado pela tal sra... Preço este que foi alvo de um "fooooooo...da-se" da Carol, assim mesmo bem sentido! :P
Como saímos nós do tal hostel de €120/noite? De eléctrico! Queríamos ir para v.le Romagne, mas não sabíamos se o eléctrico que estava na paragem dava! Então, quando menos esperavam, começo a falar tão bem italiano que até o motorista ficou especado a olhar para mim! "vie de la romagne!!"... Mas não, não era aquele! Fomos para o outro lado da rua e apanhámos o outro eléctrico, onde umas sras nos ajudaram com mímicas e onde o motorista não sabia as paragens!
Andámos às voltas, mas conseguimos apanhar o autocarro para o próximo hostel da lista. Chegámos a um prédio em obras e entrámos... Encontrámos uma rapariga loira, de olhos azuis, na recepção. Perguntámos se havia vagas, qual o preço (€18/noite/pessoa) e para ver os quartos (SURE!)... Não havia cacifos e perguntámos se tínhamos direito a chaves... Não tínhamos... E podíamos deixar as coisas com segurança no quarto? (SURE! 24/7! I'm here and my husband too!)... Preenchemos a papelada, a sra fez a conta dos quartos (18+18+18!) mas perguntámos se podíamos pagar no dia seguinte (SURE!). Instalámo-nos, então, num quarto com 7 camas (2 delas numa divisão mais privada) mas estávamos sozinhos! BANHOOOO! Entretanto chegou um rapaz Americano/Búlgaro (tinha dupla nacionalidade) e um Argentino que também andava a dar a volta à Europa!
De banho tomado, fomos dar uma volta pela cidade, tendo ido de autocarro até ao centro... Passamos pelo Duomo, pelos indianos com coisas voadoras, pelas galerias, com lojas chiques e caras como a Prada e a Louis Vuiton; fomos ainda pelo Teatro la Scala... É uma cidade bonita, mas um bocado escura, com muita ostentação e pobreza! As pessoas vestem-se bem, são elegantes e andam em vespas ou carros caros, fiat ou brancos! :P
Voltámos ao hostel, mortinhos de sono, ansiosos por uma cama! E a partir do momento em que nos deitámos, tudo pareceu muito melhor!


Agradeco aqui à Inês, apesar de não termos lá ido, e à D. Isaura pela ajuda! :P
1 dia, 3 países!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dia 28 de Julho de 2010

Hendaya - Lyon

A primeira impressão de Hendaya foi deveras entusiasmante:
1) A srª da bilheteira, a quem carinhosamente apelidámos de Judite, foi muito afável.
2) Depois de termos comprado os bilhetes, uns senhores, teoricamente polícias, vestidos normalme
nte, apenas com uma pistola e uma braçadeira dos trezentos, pediram-nos o passaporte. Why?
3) Esses mesmos senhores levaram umas estrangeiras sem passaporte para dentro do carro (um normalíssimo!) e partiram para não sei onde! *
4) Não havia cacifos!! Portanto até às 18h com mochila às costas. Escusado será dizer que demorámos imenso tempo até à praia...


* Depois descobrimos que eram mesmo polícias

Agora a parte boa!
A Vila era amorosa e a água estava óptima. O primeiro banho do ano e para a Alex o primeiro banho estrangeiro. Ficámos por lá a manhã toda e a seguir fomos almoçar com vista para a bacia e para Irún.
A tarde foi passada a dormir no parque e por fim lá fomos para a estação. Mais boas notícias: apesar de rezingona os lugares que a Judite nos arranjou eram os 1ºs, com espaço para as pernas - dormimos bué.
Isto de viajar de comboio é sempre uma aventura e conhecemos novas personagens. Desta vez, para além de revermos o Arrotadeiro e a mulher peluda, encontrámos uma senhora, cópia bronzeada da Vilela, que não parou de olhar para nós - desde Hendaya até Lyon! Lá nos rimos um bocado.
O percurso era muito giro, passámos por Bayonne e Lourdes e durante muito tempo andámos mesmo ao pé do rio.
A Carol e a Alexandra não viram nada disto, preferiram reparar nos rapazinhos sentados à frente delas.
Dormimos mesmo. Não sei se foi por os lugares serem bons, se foi por estarmos exaustos, mas dormimos. E ainda bem, porque o dia seguinte foi em cheio.

Dia 27 de Julho de 2010

Lisboa - Hendaya

Apanhámos o comboio em Santa Apolónia às 16h30. Os pais do Diogo e os da Alexandra ficaram lá até irmos embora (e a Maria Luís :P). Ficámos todos na mesma carruagem, mas o meu lugar era mais à frente e eu troquei de lugar. Ninguém ligava muito aos lugares de qualquer maneira... Na nossa carruagem ia mais um grupo que ia fazer interrail e o Gordo conhecia uma delas! Havia uns franceses... A mulher com pêlos no sovaco e que não tirava os óculos de sol nem depois de escurecer e o homem que bebia cerveja o
caminho todo e depois arrotava! E o homem que se sentou ao meu lado e começou a meter conversa "Este comboio dantes não era assim..." "Você diz que são todos baixos... Você é alta, é?" "Vocês vão para Paris?" Se calhar era o velho que nos ia pagar coisas na viagem,... À 1h apagaram as luzes no comboio e dormimos um bocadinho, mas era difícil porque nem havia posição nem o comboio parava de abanar.
A certa altura começaram a acontecer coisas estranhas... Entraram estrangeiros que começaram a acender isqueiros para ver os números dos lugares, a francesa dos óculos escuros levantou-se para ir lá fora e como estava às escuras de óculos tropeçou para cima de nós, um homem não viu que a porta entre as carruagens estava fechada e mandou uma cabeçada na porta... E ainda umas que queriam sentar-se no nosso lugar e nos acordaram e afinal estavam na carruagem errada!
Tentámos dormir o máximo, mas não foi muito. Às 6h acenderam as luzes e às 7h10 chegámos.

P.S.: Também passou um revisor português e um espanhol e o português diz em portunhol "Tens que cerrar a porta..." e um dos rapazes do interrail diz muito surpreendido: "Serrar a porta?!?"

terça-feira, 27 de julho de 2010

Férias


É hoje que as Ervilhas vão partir rumo à Europa!:P França, Itália, Hungria, Croácia, Áustria, Rep. Checa, Alemanha e, quem sabe, Espanha, esperam por nós!

A partir de agora, este vai ser o método de transmitir ao Mundo (ou a Portugal...vá, ou a casa!:P) as nossas aventuras, roubos, situações em que nos perdemos, hostels maravilhosos e outros com baratas! É aqui, tudo aqui!


Boas férias!:)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

TAN!


É o medo, é o pânico, é o terror! Não, é a época de exames da FMV!

Por agora estamos todos em stand-by e num estado de alcoolismo mental, mas quando formos fazer o tão esperado Interrail nós damos mais novidades!


Ervilhas à volta da Europa, não percam!:D


segunda-feira, 5 de abril de 2010

O que andam as Ervilhas a fazer?

As ervilhas andam entretidas a:
  • fazer apontamentos
  • fazer trabalhos de Medicina II, Produção Animal II, Actividades Hospitalares IV e de Patologia e Clínica Cirúrgica II
  • preparar coisas para a comissão de finalistas
  • pensar na Ceia do Caloiro do próximo ano
  • organizar o InterRail
  • pensar em coisas para a Associação de Estudantes
  • ir a festas e jantares
  • pensar em concertos do Mika :P
  • ...

Na lista não constam actualizações bloguestas...Mas as ervilhas estão em estado refrigerado e em breve vão voltar.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

E que venha 2010!

Caros leitores, as ervilhas hibernaram a modos que 1500s mas voilà! Here we are again. Antes de mais votos de um óptimo 2010.

O que seria a vida sem a música? E sem sorrisos? Nós cá somos da opinião que faz o que te apetece, não interessa o que os outros digam. Como já referi anteriormente, a vida devia ser sempre assim. E era o auge cantarmos e dançarmos na rua... Bom na realidade, why not? Vejam ;)

O primeiro vídeo dos ja conhecidos flash mobs, desta vez no Aeorporto de Lisboa. :D



Este segundo vídeo foi feito por alunos universitários polacos. Os já típicos lipdub. Procurem no Youtube, que há muitos! O nosso sonho? Fazer isto na nossa faculdade =D



Feliz 2010! (atrasado:P)

PS: A Diana devia ter ganho!