Praga - Karlovy Vary - Praga
Apanhámos o comboio de manhãzinha para Karlovy Vary. O tempo continuava OK, apesar de toda a gente em Portugal nos pedir para termos cuidade com as cheias no Norte da República Checa (wtf?). Dormitámos pelo comboio e chegámos por volta das 12 a Karlovy Vary. Passada a experiência, o que posso dizer de Karlovy Vary é: vila estranha, no meio da Rússia.
A vila era lindíssima,
cheia de edifícios coloridos, todos trabalhados. A parte estranha da experiência foi o que se passava lá. Todos os edifícios ou eram termas, ou lojas de moda italianas, ou lojas de
souvenirs vendendo as típicas canequinhas para beber as águas termais.Rimos bastante com o facto de toda a gente na rua ter uma canequinha e passar o dia a beber a água, quente e que sabia deveras a ferro.
Outro fenómeno curioso - como a vila esteve sob alçada dos russos até ao fim dos anos
80, praticamente tudo expressa cultura russa. Por todo o lado se viam turistas russos, ou anúncios em cirílico para alugar casas e outras coisas que nunca percebemos o que era, e até uma Igreja Ortodoxa escondida num bairro residencial, com luxuosas moradias, muito cuidadas, mas bastante austeras que nos fizeram sentir que não devíamos estar ali. De vez em quando avistávamos uns senhores bem vestidos, de cabelo rapado, com ar de soviéticos, que tinham todo o
ar de mafiosos russos (bom, ou seguranças dos turistas milionários que frequentavam as termas e o Hotel Pupp).Depois de um passeio pelos "montes" em que me iam matando, acabámos por apanhar o comboio das 15 para Praga e aproveitámos para ir às compras renovar as reservas de comida. À noite, refastelados com comida do Albert, fomos para o dormitório, depois de mais uma jogatana de cricas. Mas infelizmente um dos brasileiros do nosso dormitório assumiu a forma de Shrek e ressonou a noite toda, não me deixando dormir lá muito.

com um monte de esquilos, e ainda descemos até ao rio, atravessámos uma ponte, não tão cheia como a ponte D. Carlos e nos despedimos do Tiago, para, depois sim, atravessarmos a ponte D. Carlos, cheia de bancas de brincos, colares e caricaturistas. Fomos jantar a nossa refeição típica, que não sei quão realmente típica foi :P eu comi Goulash de vaca e eles carne de porco com molho e uma coisa que parecia chantilly. A parte certamente típica foi mesmo a cerveja que eles os 2 beberam e eu provei (mantive-me fiel à coca-cola!).









