domingo, 30 de janeiro de 2011

Dia 6 de Agosto de 2010

Split - Makarska - Split - Zagreb

Acordámos tarde neste dia. Receosos do que as previsões de tempo (trovoada) se cumprissem ainda não tínhamos plenamente decidido se íamos ou não apanhar o autocarro para Makarska.

Lá saímos e deixámos as coisas na Antonetta ("All day", "No problem") e como havia só algumas nuvens decidimos ir à mesma.

A viagem durou bastante tempo (mais de 2 horas) o que significou termos pouco tempo de praia. Apesar de longa, a própria viagem compensou. Começámos por sair de Split e entrar nas montanhas (onde os aguaceiros violentos molharam o autocarro). Seguidamente voltámos à costa, descendo por uma estrada estreitíssima e com as bermas bem perigosas. Foram minutos stressantes. A costa era magnífica. Não só as nuvens desapareceram como começámos a ver uma série de praias escondidas, de águas azuis, iguais às das fotos!


Chegámos à "Macaca" mesmo na hora do cancro. O sítio não era nada de especial. Era talvez ainda mais turístico que Split e como era fim-de-semana, estava apinhado. Mas a praia, apesar de cheia, essa não tinha nada a ver. Era uma praia de seixos, mesmo à beira de um pinhal, e a água era ainda melhor que em Hvar. Estava tão boa, cheia de peixes; nunca tínhamos tido tantos peixes assim.

A cercar toda a praia estavam altas montanhas, que tornavam o cenário ainda mais característico. Foi com pena que tivemos de sair e apanhar o autocarro de volta.

Split estava cheio com a chegada do fim-de-semana e o porto estava repleto de barcos turísticos.

Depois de um jantar de pizzas lá ficámos na estação, bem mais cedo, para garantir lugar no quim. tivemos a nossa hora gremlin a rir de tudo e quando o comboio chegou já sabíamos o que fazer - montar a barraca, deitar e dormir.

Dia 5 de Agosto de 2010

Split - Hvar - Split

Deixámo-nos dormir até um bocadinho mais tarde do que o habitual: o barco para Hvar era só às 11h30 e a única coisa que tínhamos para fazer antes disso era pagar o quarto à Antonetta.
Dirigimo-nos para a bilheteira do ferry, não sem antes passar pelo mercado para comprar um bolo para o pequeno-almoço, e não sem ouvir o Gordo perguntar 1500 vezes se o ferry estaria a funcionar e se haveria lugar. Eu assegurei-lhe que sim, mas quando chegámos às bilheteiras o ferry estava...
Full! (Ups!) Mas conseguimos bilhetes para outro às 11h que demorava um bocadinho mais a chegar e ia para outro porto de Hvar. Dirigimo-nos para o cais do barco e subimos. Era um barco enorme, com garagem para os carros, uma sala enorme coberta, com bar e que, viemos a descobrir na volta, tinha o ar condicionado frio demais, e com um monte de cadeiras no topo do barco, umas ao sol e outras tapadas por toldos. Sentámo-nos nas cadeiras que estavam à sombra e uma senhora com um "Pastor de Halpsbasden" sentou-se perto de nós. A viagem durou cerca de 1h45, a tirar fotos, ler, ou a ver as coisas à nossa volta.


Chegámos a Stari Grad, o outro porto a 20km do porto normal, por volta das 13h e comprámos logo os bilhetes de regresso que davam para qualquer hora. Fomos, então, procurar uma praia.
Passámos por imensos sítios com gente estendida em toalhas, todos com água demasiado azul, limpa e apetecível para parecer verdade!
Ficámo-nos por um sítio mais plano para estender as toalhas e com escadas para entrar na água. Fosse como fosse, a única coisa mais que eu queria daquelas praias não seria possível de encontrar: areia! Todas as "praias" eram um bocado de cimento perto de rochas por onde se entrava no mar. Fomos à água... Depois de ter dado um pontapé numa rocha que saia camuflada do meio do cimento e ter gritado um monte de asneiras desci as escadas, daquelas de piscina, para entrar na água. "Cuidado com as rochas... Aí escorregam!" avisaram-me logo eles. Primeiro 1 degrau... Tudo OK. 2º degrau e senti um monte de musgo nojento no pé! Tive que me mentalizar e depois lá fui devagarinho, sobre as rochas escorregadias, até uma parte mais funda e mergulhei. A água, ao
princípio, era um pouco fria, tendo em conta a temperatura do nosso corpo ao sol, mas depois de mergulhar era agradável. Passámos assim o resto do dia... Água, banhos de sol, água quando o calor já era muito (apesar de nesse dia não estar especial calor), muitas fotos e muito sol.

Voltámos no ferry das 20h para ainda irmos à net na Antonetta marcar o hostel em Praga que foi onde decidimos ir a seguir da Croácia. A viagem de volta foi desconfortável: estava frio, já era noite e nós de calções e chinelos. Em terra já não se sentia frio =).

Enquanto marcávamos o hostel e víamos e-mails começou a chover mesmo muito, o que nos fez pôr em causa a nossa viagem à "Macaca" no dia seguinte.
Voltámos para casa sob uma chuva mais moderada e ainda bem que tínhamos roubado a chave da entrada, porque a porta esteve sempre trancada apesar da Antonetta ter dito que ia ficar sempre aberta. Quando chegámos, alguns de nós tomaram banho e jantaram, enquanto outros se limitaram a adormecer vestidos e tapados com a toalha do banho *cof*Alexandra*cof*. Depois de preparar as coisas para o dia seguinte, fomos dormir, cansados de mais um dia de praia.

Dia 4 de Agosto de 2010

Split

"Split"!

A voz do revisor croata surgiu de repente, tal como a sua figura (bem alta e grande, para quem estava a dormir no chão, como eu!). Tínhamos chegado a Split e o primeiro objectivo era encontrar um hostel para dormir, visto que não tínhamos marcado nenhum (assim é que é, um interrail com adrenalina! :P)
Saímos do comboio e deparamo-nos com as tais senhoras do "accommodation" (e senhores, tadinhos, eu fiquei com pena deles, ia toda a gente às senhoras!). Mas pronto, decidimos tentar a sorte (mais uma vez!) e ir procurar hostel sozinhos... Tínhamos 2 alternativas pensadas mas a caminho delas avistámos um letreiro "Nikollas Hostel" e, às 7h00, acordámos a dona (que mais tarde viémos a descobrir que se chamava Antonetta ou Antonella, ou lá o que era!) que nos disse que estavam cheios mas que ia falar com o primo... Algum tempo depois, após ter falado com o tal primo, informou-nos que tinham um quarto triplo com WC, a €22/pessoa/noite. Óptimo, é mesmo isso que queremos!! =) Mas dadas as horas madrugadoras, só podíamos ir para o quarto a partir das 11h-12h para haver tempo para limpezas... Concordámos em deixar as malas no hostel da Antonetta (of course!! No problem!!) e fomos dar uma volta a Split: passámos pelo mercado do peixe, pela riva, pelo centro histórico, onde estava confinada a antiga cidade.
Split é uma cidade engraçada e simpática mas demasiado parecida com o Algarve, tipo Vila Moura, repleta de turistas das mais variadas nacionalidades, cores e etnias! E eis que, no país da praia, mais uma vez, começa a chover! Estávamos no mercado de Split, a comprar fruta e folhados bem bons, quando começaram a cair as primeiras pingas que ameaçaram os nossos planos (de praia!!) na Croácia! Decidimos ir para a estação de autocarros ver horários para a Makarska e ficámos lá um bom tempo, à espera que as pingas (que rapidamente se transformaram em chuva não molha só parvos!) passassem ou, pelo menos, abrandassem! Desta feita, fomos ao local de venda de bilhetes de barco para a ilha Hvar, que também era um dos planos, caso o tempo decidisse ajudar!
Por volta das 10h30 começámos a ir, lenta, arrastada e, de certa forma, tristemente, em direcção ao Hostel para colocarmos as nossas coisas no quarto que nos era reservado. Ainda estivémos algum tempo à espera que terminassem de limpar (e que colocassem as moedinhas na mesinha de cabeceira para verem se não roubávamos nada! =P) e, neste espaço de tempo, as nuvens começaram finalmente a dissipar! O sol voltou a brilhar, assim como os nossos espíritos, sedentos e desejosos de praia! E assim foi! Vestimos os respectivos bikinis, fatos-de-banho e calções e fomos para a praia de Split, feita de seixos e cimento (um conceito um pouco estranho de praia, vá!)... Mas a àgua era limpa, azulinha, com peixes, temperatura amena e os mergulhos, tal como os banhos de sol e as horas de papo para o ar, souberam-nos pela vida! =) E assim ficámos, até às 19h! Já era tarde, estávamos cansados da viagem e abandonámos a praia rodeada pelas montanhas, com esperança de um próximo dia de sol radioso sobre um céu azul turquesa brulhante!
Mas antes do novo dia, uma nova refeição típica chegou! Um restaurante típico, uma refeição na esplanada, numa noite quente. Todos os 3 pratos foram à base de massa: com queijo, com cogumelos e camarão e gnocci com alguma coisa, sendo os 3 bastante saborosos, trazendo-nos à memória comidinha caseira de Portugal (pelo menos a mim!)... Enquanto apreciávamos a comida croata, sentimo-nos realmente observados (o povo croata, assim como os turistas que estão na Croácia, são bastante observadores!), pelo que todos concordámos que os nossos passaportes já tinham sido falsificados e devíamos estar numa rede qualquer de pessoas procuradas!
De repente e sem aviso, durante o jantar, beijam os céus luzes brulhantes e coloridas! Fogo de artifício! =) Era um bónus da nossa noite!
De barriguinha cheia, fomos para o nosso quarto privado (ah, antes já tínhamos roubado as chaves da porta exterior, que tava trancada! (*) =P) e preparámo-nos para uma bela noite de sono, de novo numa cama confortável!! Tão bom que é! =)

(*) Depois da banhoca tomada, quando íamos abrir a porta exterior do apartamento onde estávamos, o resultado foi: nada!!! Tínhamos sido trancados dentro de casa e não nos tinham entregue nenhuma chave! A visita a Split tinha começado atribulada e parecia não acalmar! Como bons portugueses que somos, obviamente, arranjamos uma solução, que foi roubar as chaves que estavam noutro quarto! Se alguém ia ficar preso, esse alguém não seria as ervilhas!