sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dia 9 de Agosto de 2010

Praga - Karlovy Vary - Praga

Apanhámos o comboio de manhãzinha para Karlovy Vary. O tempo continuava OK, apesar de toda a gente em Portugal nos pedir para termos cuidade com as cheias no Norte da República Checa (wtf?). Dormitámos pelo comboio e chegámos por volta das 12 a Karlovy Vary. Passada a experiência, o que posso dizer de Karlovy Vary é: vila estranha, no meio da Rússia.
A vila era lindíssima,
cheia de edifícios coloridos, todos trabalhados. A parte estranha da experiência foi o que se passava lá. Todos os edifícios ou eram termas, ou lojas de moda italianas, ou lojas de
souvenirs vendendo as típicas canequinhas para beber as águas termais.
Rimos bastante com o facto de toda a gente na rua ter uma canequinha e passar o dia a beber a água, quente e que sabia deveras a ferro.
Outro fenómeno curioso - como a vila esteve sob alçada dos russos até ao fim dos anos
80, praticamente tudo expressa cultura russa. Por todo o lado se viam turistas russos, ou anúncios em cirílico para alugar casas e outras coisas que nunca percebemos o que era, e até uma Igreja Ortodoxa escondida num bairro residencial, com luxuosas moradias, muito cuidadas, mas bastante austeras que nos fizeram sentir que não devíamos estar ali. De vez em quando avistávamos uns senhores bem vestidos, de cabelo rapado, com ar de soviéticos, que tinham todo o
ar de mafiosos russos (bom, ou seguranças dos turistas milionários que frequentavam as termas e o Hotel Pupp).
Depois de um passeio pelos "montes" em que me iam matando, acabámos por apanhar o comboio das 15 para Praga e aproveitámos para ir às compras renovar as reservas de comida. À noite, refastelados com comida do Albert, fomos para o dormitório, depois de mais uma jogatana de cricas. Mas infelizmente um dos brasileiros do nosso dormitório assumiu a forma de Shrek e ressonou a noite toda, não me deixando dormir lá muito.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia 8 de Agosto de 2010

Praga

Chegámos a Praga por vota do meio-dia e fomos, como sempre, fazer as perguntas habituais sobre horas e reservas das próximas viagens e depois levantar dinheiro já que aqui a moeda também é diferente
Demorámos ainda um bocado a comprar os bilhetes de metro porque só tínhamos cada 1, uma nota de 1000 coroas checas e nem as máquinas aceitavam notas, nem ninguém nos trocava a nota, mas depois disso fomos rapidamente até ao hostel que ficava só a 2 estações.
Tínhamos finalmente, com sucesso, marcado um hostel! Nem nos lembrámos das correrias de outros dias à procura de um sítio para ficar. Pagámos os quartos e ainda 1 depósito por cada chave que nos iam dar e ficámos à espera que nos levassem ao quarto. Quando a rapariga voltou à sala comum para ir ter connosco, confundiu-nos com um grupo de franceses e depois já não se lembrava de nós... Levou-nos ao quarto e pediu desculpa, mas só tinha 2 chaves. Não houve problema porque as minhas coisas e da Alexandra couberam todas num cacifo. Também nos disse que ainda não tinha roupa da cama para nos dar. Fizemos o almoço, tomámos banho e fomos dar o primeiro passeio por Praga. Como o meu cunhado também estava em Praga, foi ter connosco, e por uma tarde, fomos 4 em vez de 3 =)
Visitámos toda a zona da Mala Strana: o castelo que é, na verdade, mais um palácio, igrejas e catedrais, o menino Jesus de Praga, onde o Gordo e a Alexandra foram apanhados a tirar fotos no confessionário e o senhor os repreendeu com um ar triste/desiludido, os jardins (do palácio?),
com um monte de esquilos, e ainda descemos até ao rio, atravessámos uma ponte, não tão cheia como a ponte D. Carlos e nos despedimos do Tiago, para, depois sim, atravessarmos a ponte D. Carlos, cheia de bancas de brincos, colares e caricaturistas. Fomos jantar a nossa refeição típica, que não sei quão realmente típica foi :P eu comi Goulash de vaca e eles carne de porco com molho e uma coisa que parecia chantilly. A parte certamente típica foi mesmo a cerveja que eles os 2 beberam e eu provei (mantive-me fiel à coca-cola!).
Depois do jantar, apanhámos o metro e voltámos para o hostel. Ainda era cedo, perto das 20h/21h, mas já estávamos todos cansados, porque a última noite não tinha sido das melhores.
Preparámos o almoço para o dia seguinte e descobrimos que 2 rapazes do nosso quarto eram brasileiros, mas um deles passado um bocado voltou a falar com o Gordo, mas em inglês... Estranho! Fomos para a sala comum enquanto esperávamos que o computador vagasse para podermos marcar o hostel de Viena e ficámos a jogar cartas enquanto o resto das pessoas estava a conversar. Às tantas, quando já estávamos no computador, um rapaz pegou na guitarra eléctrica que tinha levado e começou a tocar, enquanto uma rapariga cantava. Pouco depois fomos deitar-nos, mas só havia roupa de cama para 2 pessoas... Eu não me importei de dormir no saco-cama, porque de qualquer das maneiras, já ia fazer isso.
Deitámo-nos ainda com gente na sala comum a rir e a fazer barulho (a sala comum era mesmo ao lado do nosso quarto!). Achámos que não íamos adormecer tão cedo por causa do barulho, mas talvez devido ao cansaço, pouco depois já estávamos a dormir.

Dia 7 de Agosto de 2010

Zagreb - Plitvice - Zagreb - Praga

Eram cerca das 7h quando se ouviu uma voz no intercomunicador do comboio (na qual quase ia morrendo sufocada por causa do sr. Gordo que me fez rir enquanto estava a beber água!): Zagreb, foi a única coisa que entendemos - e, basicamente, a única que nos interessava! Então, dirigimo-nos à estação de autocarros de Zagreb para apanharmos um para Plitvice, às 8h30... No entanto, quando chegámos lá, todos os bilhetes para esse horário tinham sido vendidos! "FULL!" Bolas, outras vez a malfadada palavra!!
Não tivemos outra alternativa senão ir no autocarro que partia às 10h... Esperámos, esperámos, esperámos e quando, finalmente, chegou a hora, lá nos sentámos todos contentes (e com sono, pelo menos eu) nos respectivos lugares! Plitvice ainda fica longe de Zagreb, a cerca de 3h e tinha um problema... Um grande problema! Não se podiam comprar bilhetes de volta para Zagreb com antecedência, tinha que ser no momento, com o motorista, e isso implicava ter lugares vazios nos autocarros, que vinham de longe! Com este pequeno pormenor, decidimos não arriscar os nossos planos e ir para a paragem de autocarros a tempo de tentar apanhar o autocarro das 16h45... Isso deixava-nos, mais ou menos, 3 horas de visita aos lagos...
Ahh, os lagos! Grandes massas de água límpida, azul, brilhante e convidativa (demasiado convidativa para um parque que nos proibia de nadar!), cintilavam perante um sol tímido mas que nos espreitava (bendita sorte, não choveu!!!!)... Não sei se há uma descrição que vá de encontro à beleza do local, onde a Natureza se une de uma forma tão intensa e... perfeita! Uma junção de vida animal com o verde da vegetação e o azul dos lagos, tão harmoniosamente conjugados! Ahh, os lagos, os lagos! =)
Infelizmente, o passeio foi curto para a beleza do local (mas ainda deu para encontrar brasileiros que estavam no mesmo hostel que nós em Split e uns portugueses simpáticos (confere, somos um povo amistoso, principalmente quando encontramos compatriotas numa terra distante),
Recomendo vivamente os lagos do parque de Plitvice, que são património da UNESCO! E, se puderem, levem carro, para aproveitar mesmo tudo! =)
Perto das 16h15 fomos para a paragem de autocarros; fomos e chegámos cedo, mas já estavam pessoas à nossa frente! Com sorte, teríamos lugar (sim, por favor!)... chegou o autocarro, saíram umas quantas pessoas e: xaraaaams, havia lugares para todos! Mais uma vez, sorte! =)
Chegados a Zagreb, decidimos ir jantar no MacDonald's, para não estarmos a tirar as malas dos cacifos e preparar a refeição na estação ou no comboio (nada que nunca tivéssemos feito, mas pronto, não estavamos para isso!).
Eram 21h15 quando apanhámos um comboio que ia até Salsburg. Enfiámo-nos num compartimento e cada um foi para os seus lugares: 2 no respectivo banco e outra no chão. Tudo indicava que ia ser uma noite razoável quando chegam mais 2 pessoas, com lugar reservado para aquele compartimento! Toca a desmontar a tenda, para ficar cada um com o seu lugar! (Por sinal, as 2 pessoas que entraram eram portugueses também!). Mais tarde entrou mais um rapaz e o compartimento ficou cheio... Mas que bela noite, tão mal dormida!
Às 4h09, chegamos a Salsburg! A viagem ainda não tinha terminado! Fomos para o comboio que ia para Praga (partia às 4h39 mas estava um bocado atrasado) e, mais uma vez, tentámos ficar com um compartimento só para nós (missão cumprida!). Um pouco de espaço para, finalmente, dormirmos, até chegarmos a Praga!





domingo, 30 de janeiro de 2011

Dia 6 de Agosto de 2010

Split - Makarska - Split - Zagreb

Acordámos tarde neste dia. Receosos do que as previsões de tempo (trovoada) se cumprissem ainda não tínhamos plenamente decidido se íamos ou não apanhar o autocarro para Makarska.

Lá saímos e deixámos as coisas na Antonetta ("All day", "No problem") e como havia só algumas nuvens decidimos ir à mesma.

A viagem durou bastante tempo (mais de 2 horas) o que significou termos pouco tempo de praia. Apesar de longa, a própria viagem compensou. Começámos por sair de Split e entrar nas montanhas (onde os aguaceiros violentos molharam o autocarro). Seguidamente voltámos à costa, descendo por uma estrada estreitíssima e com as bermas bem perigosas. Foram minutos stressantes. A costa era magnífica. Não só as nuvens desapareceram como começámos a ver uma série de praias escondidas, de águas azuis, iguais às das fotos!


Chegámos à "Macaca" mesmo na hora do cancro. O sítio não era nada de especial. Era talvez ainda mais turístico que Split e como era fim-de-semana, estava apinhado. Mas a praia, apesar de cheia, essa não tinha nada a ver. Era uma praia de seixos, mesmo à beira de um pinhal, e a água era ainda melhor que em Hvar. Estava tão boa, cheia de peixes; nunca tínhamos tido tantos peixes assim.

A cercar toda a praia estavam altas montanhas, que tornavam o cenário ainda mais característico. Foi com pena que tivemos de sair e apanhar o autocarro de volta.

Split estava cheio com a chegada do fim-de-semana e o porto estava repleto de barcos turísticos.

Depois de um jantar de pizzas lá ficámos na estação, bem mais cedo, para garantir lugar no quim. tivemos a nossa hora gremlin a rir de tudo e quando o comboio chegou já sabíamos o que fazer - montar a barraca, deitar e dormir.

Dia 5 de Agosto de 2010

Split - Hvar - Split

Deixámo-nos dormir até um bocadinho mais tarde do que o habitual: o barco para Hvar era só às 11h30 e a única coisa que tínhamos para fazer antes disso era pagar o quarto à Antonetta.
Dirigimo-nos para a bilheteira do ferry, não sem antes passar pelo mercado para comprar um bolo para o pequeno-almoço, e não sem ouvir o Gordo perguntar 1500 vezes se o ferry estaria a funcionar e se haveria lugar. Eu assegurei-lhe que sim, mas quando chegámos às bilheteiras o ferry estava...
Full! (Ups!) Mas conseguimos bilhetes para outro às 11h que demorava um bocadinho mais a chegar e ia para outro porto de Hvar. Dirigimo-nos para o cais do barco e subimos. Era um barco enorme, com garagem para os carros, uma sala enorme coberta, com bar e que, viemos a descobrir na volta, tinha o ar condicionado frio demais, e com um monte de cadeiras no topo do barco, umas ao sol e outras tapadas por toldos. Sentámo-nos nas cadeiras que estavam à sombra e uma senhora com um "Pastor de Halpsbasden" sentou-se perto de nós. A viagem durou cerca de 1h45, a tirar fotos, ler, ou a ver as coisas à nossa volta.


Chegámos a Stari Grad, o outro porto a 20km do porto normal, por volta das 13h e comprámos logo os bilhetes de regresso que davam para qualquer hora. Fomos, então, procurar uma praia.
Passámos por imensos sítios com gente estendida em toalhas, todos com água demasiado azul, limpa e apetecível para parecer verdade!
Ficámo-nos por um sítio mais plano para estender as toalhas e com escadas para entrar na água. Fosse como fosse, a única coisa mais que eu queria daquelas praias não seria possível de encontrar: areia! Todas as "praias" eram um bocado de cimento perto de rochas por onde se entrava no mar. Fomos à água... Depois de ter dado um pontapé numa rocha que saia camuflada do meio do cimento e ter gritado um monte de asneiras desci as escadas, daquelas de piscina, para entrar na água. "Cuidado com as rochas... Aí escorregam!" avisaram-me logo eles. Primeiro 1 degrau... Tudo OK. 2º degrau e senti um monte de musgo nojento no pé! Tive que me mentalizar e depois lá fui devagarinho, sobre as rochas escorregadias, até uma parte mais funda e mergulhei. A água, ao
princípio, era um pouco fria, tendo em conta a temperatura do nosso corpo ao sol, mas depois de mergulhar era agradável. Passámos assim o resto do dia... Água, banhos de sol, água quando o calor já era muito (apesar de nesse dia não estar especial calor), muitas fotos e muito sol.

Voltámos no ferry das 20h para ainda irmos à net na Antonetta marcar o hostel em Praga que foi onde decidimos ir a seguir da Croácia. A viagem de volta foi desconfortável: estava frio, já era noite e nós de calções e chinelos. Em terra já não se sentia frio =).

Enquanto marcávamos o hostel e víamos e-mails começou a chover mesmo muito, o que nos fez pôr em causa a nossa viagem à "Macaca" no dia seguinte.
Voltámos para casa sob uma chuva mais moderada e ainda bem que tínhamos roubado a chave da entrada, porque a porta esteve sempre trancada apesar da Antonetta ter dito que ia ficar sempre aberta. Quando chegámos, alguns de nós tomaram banho e jantaram, enquanto outros se limitaram a adormecer vestidos e tapados com a toalha do banho *cof*Alexandra*cof*. Depois de preparar as coisas para o dia seguinte, fomos dormir, cansados de mais um dia de praia.

Dia 4 de Agosto de 2010

Split

"Split"!

A voz do revisor croata surgiu de repente, tal como a sua figura (bem alta e grande, para quem estava a dormir no chão, como eu!). Tínhamos chegado a Split e o primeiro objectivo era encontrar um hostel para dormir, visto que não tínhamos marcado nenhum (assim é que é, um interrail com adrenalina! :P)
Saímos do comboio e deparamo-nos com as tais senhoras do "accommodation" (e senhores, tadinhos, eu fiquei com pena deles, ia toda a gente às senhoras!). Mas pronto, decidimos tentar a sorte (mais uma vez!) e ir procurar hostel sozinhos... Tínhamos 2 alternativas pensadas mas a caminho delas avistámos um letreiro "Nikollas Hostel" e, às 7h00, acordámos a dona (que mais tarde viémos a descobrir que se chamava Antonetta ou Antonella, ou lá o que era!) que nos disse que estavam cheios mas que ia falar com o primo... Algum tempo depois, após ter falado com o tal primo, informou-nos que tinham um quarto triplo com WC, a €22/pessoa/noite. Óptimo, é mesmo isso que queremos!! =) Mas dadas as horas madrugadoras, só podíamos ir para o quarto a partir das 11h-12h para haver tempo para limpezas... Concordámos em deixar as malas no hostel da Antonetta (of course!! No problem!!) e fomos dar uma volta a Split: passámos pelo mercado do peixe, pela riva, pelo centro histórico, onde estava confinada a antiga cidade.
Split é uma cidade engraçada e simpática mas demasiado parecida com o Algarve, tipo Vila Moura, repleta de turistas das mais variadas nacionalidades, cores e etnias! E eis que, no país da praia, mais uma vez, começa a chover! Estávamos no mercado de Split, a comprar fruta e folhados bem bons, quando começaram a cair as primeiras pingas que ameaçaram os nossos planos (de praia!!) na Croácia! Decidimos ir para a estação de autocarros ver horários para a Makarska e ficámos lá um bom tempo, à espera que as pingas (que rapidamente se transformaram em chuva não molha só parvos!) passassem ou, pelo menos, abrandassem! Desta feita, fomos ao local de venda de bilhetes de barco para a ilha Hvar, que também era um dos planos, caso o tempo decidisse ajudar!
Por volta das 10h30 começámos a ir, lenta, arrastada e, de certa forma, tristemente, em direcção ao Hostel para colocarmos as nossas coisas no quarto que nos era reservado. Ainda estivémos algum tempo à espera que terminassem de limpar (e que colocassem as moedinhas na mesinha de cabeceira para verem se não roubávamos nada! =P) e, neste espaço de tempo, as nuvens começaram finalmente a dissipar! O sol voltou a brilhar, assim como os nossos espíritos, sedentos e desejosos de praia! E assim foi! Vestimos os respectivos bikinis, fatos-de-banho e calções e fomos para a praia de Split, feita de seixos e cimento (um conceito um pouco estranho de praia, vá!)... Mas a àgua era limpa, azulinha, com peixes, temperatura amena e os mergulhos, tal como os banhos de sol e as horas de papo para o ar, souberam-nos pela vida! =) E assim ficámos, até às 19h! Já era tarde, estávamos cansados da viagem e abandonámos a praia rodeada pelas montanhas, com esperança de um próximo dia de sol radioso sobre um céu azul turquesa brulhante!
Mas antes do novo dia, uma nova refeição típica chegou! Um restaurante típico, uma refeição na esplanada, numa noite quente. Todos os 3 pratos foram à base de massa: com queijo, com cogumelos e camarão e gnocci com alguma coisa, sendo os 3 bastante saborosos, trazendo-nos à memória comidinha caseira de Portugal (pelo menos a mim!)... Enquanto apreciávamos a comida croata, sentimo-nos realmente observados (o povo croata, assim como os turistas que estão na Croácia, são bastante observadores!), pelo que todos concordámos que os nossos passaportes já tinham sido falsificados e devíamos estar numa rede qualquer de pessoas procuradas!
De repente e sem aviso, durante o jantar, beijam os céus luzes brulhantes e coloridas! Fogo de artifício! =) Era um bónus da nossa noite!
De barriguinha cheia, fomos para o nosso quarto privado (ah, antes já tínhamos roubado as chaves da porta exterior, que tava trancada! (*) =P) e preparámo-nos para uma bela noite de sono, de novo numa cama confortável!! Tão bom que é! =)

(*) Depois da banhoca tomada, quando íamos abrir a porta exterior do apartamento onde estávamos, o resultado foi: nada!!! Tínhamos sido trancados dentro de casa e não nos tinham entregue nenhuma chave! A visita a Split tinha começado atribulada e parecia não acalmar! Como bons portugueses que somos, obviamente, arranjamos uma solução, que foi roubar as chaves que estavam noutro quarto! Se alguém ia ficar preso, esse alguém não seria as ervilhas!






domingo, 7 de novembro de 2010

Dia 3 de Agosto de 2010

Budapeste - Zagreb - Split

Acordámos bem cedo para apanhar o comboio para Zagreb. Pelo facto da Hungria ficar tão para leste, o sol nasce cedíssimo, por isso, às 5 e poucos já este raiava e as ruas já tinham movimento.
Chegados ao comboio, pouco cheio (yes!) refastelámo-nos nos bancos e aproveitámos para descansar e pôr a leitura e a escrita em dia.
Zagreb nunca esteve nos nossos planos, mas quando alterámos os dias na Croácia, ficámos com cerca de um dia para visitar a cidade. E ainda bem!
Ficámos bastante surpreendidos pela arquitectura, e os prédios pitorescos de cores diferentes, as ruas largas e limpas e a igreja com telhado de azulejos multicolores. Outra coisa interessante sobre esta capital, na realidade pareceu-nos demasiado pequena, vazia e querida, para uma
capital, foi o tempo. Quando chegámos estava um calor enorme, o maior que tínhamos apanhado até então. Porém, por volta das 6 da tarde, instalou-se um vento e nuvens negras cobriram o céu. Pouco tempo depois chovia a potes e até trovejava. A sorte é que estávamos já quase no
fim da visita à cidade, a chear à estação. Aí ficaríamos o resto do tempo, a ver as horas passarem quase até ao comboio nocturno para Split.
A vida tem destas coisas e no único dia quem comprei uma cerveja de propósito para beber num tempo quente, ficou frio! Teria de a beber mais tarde no comboio.
Esperámos um bom tempo na estação, escutando a chuva e os trovões enormes lá fora. Havia personagens estranhas deambulando pela estação, incluindo um pseudo-latino engatatão a fazer-se a uma miúda de 15 anos. Yucky!
Como o comboio não tinha reservas, apressámo-nos mesmo à tugas para apanharmos uma cabine só para nós. Amontoámos as malas todas para fingir que éramos muito e lá conseguimos ficar numa cabine
de seis só nós os 3. Enquanto elas dormiam lá bebi o meu meio litro de cerveja croata, já nada fresca. Resultado: dormi mesmo bem e só acordei no dia seguinte com o revisor a avisar-nos para sair. Tínhamos chegado! (e já não chovia!)